segunda-feira, 23 de maio de 2011

Romance

Não sei quanto aos outros, mas não há momento em que eu sinta uma felicidade tão completa quanto quando estou em um romance. E se engana quem acha que para ser romance tem que estar namorando, noivo ou casado. Para mim o romance começa no primeiro dia , quando você vê aquela pessoa, pessoalmente ou não e você começa a planejar mil coisas que vocês poderiam fazer juntos. E você mesmo se sente uns tolos por estar pensando nisso afinal vocês mal se conhecem. Para mim, o romance começa naquela fase em que um não sabe absolutamente nada sobre o outro, e sente uma vontade incrível de descobrir tudo num único dia. Começa quando você acaba de conhecer, e pode passar horas ao telefone ou na internet conversando com ela. Quando ela liga, manda mensagem, ou nos tempos atuais, fica on line, e sua boca sorri involuntariamente. É nesse ponto em que o romance começa! Ninguém sabe se vai dar certo, nunca houve sequer um beijo. Pode ser que no fim as pessoas se separem e nunca mais sintam vontade de se ver, mas nada disso importa, porque naquele momento, uma historia deliciosa está se iniciando, e o quanto ela vai durar não faz a menor diferença, se comparado à quantidade de alegria que ela trouxe. Adoro romances, e adoro principalmente o inicio deles, quando cada toque é novo, cada beijo é mágico, cada sorriso tem uma mensagem a ser decifrada, cada ligação faz o coração pular, e cada encontro causa um delicioso frio na barriga! Feliz é aquele que sabe apreciar, degustar intensamente o início de cada novo romance!

sábado, 7 de maio de 2011

Um país de todos

Independente de crença, prática religiosa, ou opção sexual, é preciso concordarmos que o reconhecimento da união estável para casais gays, concedido ontem pelo Superior Tribunal Federal, é um grande avanço para o Brasil, país que tanto se orgulha por viver uma democracia.

A decisão não traz nada de extraordinário, apenas dá o direito a quem o tem. Se uma vida foi construída baseada na união de duas pessoas, não importa se são dois homens, duas mulheres, ou um casal formado por homem e mulher. Num país de pessoas livres, é inaceitável que o cidadão seja punido pelas escolhas que faz para sua vida.

Hoje, 16 países, entre eles África do Sul, Alemanha, Suíça e mais recentemente a Argentina, já permitem esse tipo de união. Mas por que demoramos tanto para seguir esse exemplo? Será que no fundo os brasileiros ainda tem preconceitos tão fortes ao ponto de achar que por ter feito uma opção sexual diferente da maioria, as pessoas devem perder parte de seus direitos de cidadãos?

A partir de agora, uma mulher pode receber pensão por morte ao ficar viúva, pode ser colocada como dependente nos planos de saúde, e fazer declaração conjunta no Imposto de Renda, independente do fato de ser casada com um homem ou com uma outra mulher, e quem somos nós para julgá-las como certas ou erradas?

Ainda podemos ter nossas opiniões contrárias ou a favor do assunto, podemos sonhar com um casamento tradicional, com noivo no altar esperandos para julgos n mulherde ser casada com um s de saude,mem e mulheral, a noiva em seu vestido branco porque, afinal de contas, este é um país livre. Só não podemos defender a ideia de que uns tenham mais direito que outros, porque como dizia o ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, esse é o Brasil, um país de todos.

Sumaiá Castilho