sábado, 7 de maio de 2011

Um país de todos

Independente de crença, prática religiosa, ou opção sexual, é preciso concordarmos que o reconhecimento da união estável para casais gays, concedido ontem pelo Superior Tribunal Federal, é um grande avanço para o Brasil, país que tanto se orgulha por viver uma democracia.

A decisão não traz nada de extraordinário, apenas dá o direito a quem o tem. Se uma vida foi construída baseada na união de duas pessoas, não importa se são dois homens, duas mulheres, ou um casal formado por homem e mulher. Num país de pessoas livres, é inaceitável que o cidadão seja punido pelas escolhas que faz para sua vida.

Hoje, 16 países, entre eles África do Sul, Alemanha, Suíça e mais recentemente a Argentina, já permitem esse tipo de união. Mas por que demoramos tanto para seguir esse exemplo? Será que no fundo os brasileiros ainda tem preconceitos tão fortes ao ponto de achar que por ter feito uma opção sexual diferente da maioria, as pessoas devem perder parte de seus direitos de cidadãos?

A partir de agora, uma mulher pode receber pensão por morte ao ficar viúva, pode ser colocada como dependente nos planos de saúde, e fazer declaração conjunta no Imposto de Renda, independente do fato de ser casada com um homem ou com uma outra mulher, e quem somos nós para julgá-las como certas ou erradas?

Ainda podemos ter nossas opiniões contrárias ou a favor do assunto, podemos sonhar com um casamento tradicional, com noivo no altar esperandos para julgos n mulherde ser casada com um s de saude,mem e mulheral, a noiva em seu vestido branco porque, afinal de contas, este é um país livre. Só não podemos defender a ideia de que uns tenham mais direito que outros, porque como dizia o ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, esse é o Brasil, um país de todos.

Sumaiá Castilho

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