segunda-feira, 13 de junho de 2011

A ponte

Caminhando por essa estrada já consigo ver o início da ponte, e como a vista dela é linda... Ao ver aquele pedaço tão pequeno, sentimos uma vontade imensa de correr para alcançarmos mais rapidamente aquela que é a nossa meta desde o início. Dizem que é lindo sentar na mureta com os pés balançando pro lado de dentro e olhar ao longe. O horizonte fica muito mais iluminado, muito mais bonito quando visto daquela ponte. Dizem ainda que, chegando lá, é incrível a vontade de pular e mergulhar naquelas águas tranqüilas que passam ali por baixo. Essas águas nem sempre são calmas. Por vezes há uma ou outra turbulência, mas ela não perde sua essência. Não deixa de ser um lugar onde não há espaço para sentimentos ruins, para energias negativas.

Aos poucos nos aproximamos mais e mais, e o cheiro que ela exala é inebriante. Deve haver jasmins nos arredores da ponte. Aquele aroma vai nos sugando, e sentimos cada vez mais vontade de correr até ela, mas sabemos eu é preciso caminhar com cuidado, pois não conhecemos bem o caminho. Podem haver pedras, podem haver desvios, por isso precisamos estar sempre atentos, observando a estrada, mantendo a velocidade.

Nós caminhamos de mãos dadas, conversando, um querendo saber mais sobre o outro, querendo aproveitar ao máximo mais um daqueles momentos inesquecíveis. E quando chegarmos lá se resolvermos pular, vai ser assim: de mãos dadas para sentirmos juntos essa sensação que todos dizem ser indescritível! Nós estamos muito ansiosos para chegar até a ponte, mas vamos nos aproximando com calma, sem perder o ritmo ou o prazer de desfrutar o caminho.

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