E de repente eu o vi... vi e não senti nada, absolutamente nada! Onde estão as borboletas no estomago? Onde está aquele frio na barriga? E o coração acelerado? Onde estava o sorriso que costumava brotar em meu rosto sem que eu percebesse? Nenhuma reação, apenas um “oi” muito formal, meio que cumprindo as exigências do cargo que me foi ofertado! Um segundo beijo sem paixão, um abraço que apenas fazia parte de um roteiro pré definido, não mais que uma convenção estabelecida para os relacionamentos. Ali estávamos nós. Eu o olhava e não me sentia incendiar de alegria... como um robô eu o beijava, puxava assunto, trocávamos amenidades, mas aquele casal já não existia, já não estava mais ali. Mas onde estaria então? Me fiz de feliz pelo acaso de nos encontrarmos, me fiz de feliz por vê-lo e poder estar com ele ainda que por poucos minutos,mas a quem eu estava enganando afinal? Não que estivesse triste, mas simplesmente não estava nada. Nem feliz nem triste, nem alegre nem irritada, nem gostei nem desgostei. Havia nada, nenhum sentimento naquele momento. Percebi que estava me violando, violando meus próprios códigos de dizer sempre a verdade acima de tudo e de todos, de cair fora quando não estivesse mais feliz! Mas no fim das contas, será que alguém consegue ser feliz todo tempo? Será que se pode desistir a cada momento de infelicidade? E qual é a hora de desistir? Como saber qual é a hora de se blindar novamente? A única coisa que sei é que eu preciso de muito. Preciso de faíscas, borboletas no estomago, mãos suando e coração palpitando. Mas ali havia simplesmente nada!
domingo, 3 de julho de 2011
E havia nada
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