segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"Que o dia termine bem"

Hoje estou como Oswaldo Montenegro: “Quero a rua cheia de sorrisos francos, de rostos serenos e palavras soltas...”. Hoje quero declarar meu amor ao homem que chamo de meu, àquela que me gerou, que me fez vir ao mundo e que é o meu mundo. “Hoje eu só quero que o dia termine bem”. Quero fazer carinho nas pessoas que gosto, brincar de carrinho com meu irmão, ajudar um velhinho a atravessar a rua e fazer o jantar. Hoje estou alegre, estou reabastecida de boas energias, de vontade de fazer tudo dar certo, de me casar, de comprar jujubas, de alisar o cabelo e dar uma volta na praia.

Hoje meu nome poderia ser desejo. Não um desejo carnal, como a tensão do encontro de peles entre homem e mulher, mas um desejo infantil, como uma criança ansiando pelo bolo que acaba de sair do forno. Estou desejando tudo que há de bom para mim e para os que estão ao meu redor. Desejo que o criminoso se arrependa, que o magoado perdoe, que os casais se reconciliem, e que os homens agradeçam a Deus pelo dia lindo que fez.

Quero ouvir música boa, comer panqueca da minha tia, ver fotos antigas e lembrar de como sou abençoada. Hoje quero ser alienada. Não quero ver TV, não quero saber das notícias, não quero ligar para a operadora do meu celular para reclamar pela enésima vez sobre minha internet. Quero uma roda de amigos, como fazíamos na adolescência. Quero jogar cartas, UNO, Banco Imobiliário, brincar de pique poste e queimada. Quero as gargalhadas dos meus amigos, nossos gritos de criança e o suor correndo pelo rosto.

Quero me lembrar como a vida é boa, como é bom sorrir e esquecer os problemas. Hoje quero me lembrar que Jesus veio para que eu tenha vida, e vida em abundância. Não quero me lembrar dos meus erros, das minhas culpas, quero pensar que é sempre tempo de recomeçar, que o rumo da minha vida só depende de Deus e das minhas escolhas. E hoje eu escolho ser feliz acima de qualquer coisa. Escolho que nada de ruim poderá me afetar. Hoje eu quero... ah... “hoje eu só quero que o dia termine bem”.

domingo, 30 de outubro de 2011

Onda feminista

Com toda essa onda de feminismo, da necessidade da mulher de se impor e ganhar seu espaço na sociedade, no mercado de trabalho, de provar que é igual ao homem, eu sinto que nós acabamos deixando de ser femininas. A luta pelo feminismo deveria proporcionar uma liberdade de sermos tudo aquilo que quisermos; engenheiras, médicas, advogadas, presidentes e por que não, donas de casa? Uma questão nessa busca por auto-afirmação me incomoda: é que ao invés de libertar, ela aprisiona. Hoje uma mulher que queira se casar, parar de trabalhar para cuidar dos filhos e viver para zelar por sua família é tão discriminada quanto em tempos remotos eram aquelas que queriam abandonar as saias e usar calças, que se divorciavam quando uma mulher “desquitada”, termo usado na época, perdia as amigas, pois ninguém queria ser vista acompanhada de uma mulher em tal condição.

Não consigo entender por que razão as feministas querem que nós sejamos iguais aos homens, mas respeito seu desejo, e suas posturas. Eu não quero! Gosto que o homem pague a conta, abra a porta do carro, me proteja... Gosto de ser frágil,e por mais que as vezes eu seja meio durona, quero poder ser sensível, ser chorona, quero saber que tenho alguém pra me apoiar, alguém mais forte pra abrir uma garrafa ou uma lata que parece colada de tão difícil que é de abrir.

Essa semana li na revista Marie Claire uma matéria muito interessante com a polêmica psicanalista e escritora Regina Navarro Lins. Em quatro páginas de entrevista ela diz, entre muitas coisas, que o cavalheirismo “é uma herança da cultura patriarcal da Idade Média que se disfarça de gentileza para atestar a força masculina e a fragilidade feminina.” E ainda acrescenta, “Que tipo de homem deseja proteger sua mulher? Certamente não um que a veja como igual, mas que se sente superior a ela.” Ora, qualquer pessoa que ame, sente-se plenamente feliz em proteger o ser amado. Assim como o amado se sente feliz por ter alguém em sua defesa, alguém que se preocupe. Não importa se esse amor é entre homem e mulher, entre amigas, ou pais e filhos. Sou adepta da filosofia de que “quem ama, cuida”.

Não quero com isso dizer que a mulher tem que se portar como uma donzela indefesa, nem que o homem tem que ser um super herói; o que estou dizendo é que se assim eles quiserem, esse direito deve-lhes ser concedido. Numa época em que se criam tantos projetos e ONGs contra o preconceito, por que ainda é aceito esse tipo de pensamento? Quero ser livre, sem ser feminista ou machista. Quero poder ser uma mulher livre para trabalhar para uma grande companhia, ou para a minha casa. Para contratar uma babá ou dedicar meu tempo aos meus filhos, quando eu os tiver.

As pessoas hoje em dia não conseguem ser uma coisa só, e não são valorizadas se o forem. A mulher tem que ter ensino superior, falar diversas línguas, fazer mestrado, doutorado, MBA, malhar e sair com as amigas, não importa se seu marido sente sua falta ou se seu filho precisa de atenção. Aliás, ela tem que dar conta disso também. Saímos da escravidão dos tempos de Brasil colônia e agora somos escravizados por esses padrões que a sociedade estabeleceu, e que as feministas juram de pés juntos que é para promover a liberdade da mulher.

Aristóteles dizia que “liberdade é liberdade de escolher agir ou não agir.” E que a escolha de não agir, por si só já configura o estado do homem livre. Sonho com o dia em que a sociedade vai se dar conta de que essa busca desenfreada por direitos iguais, na verdade está nos tornando prisioneiras de novos padrões, e não nos libertando.

domingo, 9 de outubro de 2011

Aos meus bons amigos

Eu queria ter as melhores palavras pra ofertar aos meus amigos quando eles precisam.

Eu queria saber o que fazer quando uma amiga precisa da minha ajuda porque não consegue parar de chorar.

Eu queria saber como é que se faz pra acabar de uma vez com a saudade, quando a pessoa que está longe pouco liga pras suas lágrimas.

Queria imensamente poder botar um amigo de 1,90m no colo e fazer carinho na sua cabeça até sua dor passar.

Nem sempre eu posso. Nem sempre eu sei a resposta, mas eu quero que cada um dos meus amigos saiba, que mesmo que eu não saiba como fazer, mesmo que muitas vezes eu não tenha ideia do que fazer, ou como ajudá-lo, eu vou estar SEMPRE a disposição para pelo menos ouvir.

Muitas vezes eu não vou dizer o que eles querem, muitas vezes eu vou dizer a verdade, quando tudo o que eles queriam ouvir era “relaxa, ela vai voltar”. Mas eu aprendi que amigos de verdade são assim. São aqueles que falam a verdade, não por não se importarem com a reação do outro, mas porque entendem que qualquer coisa diferente da verdade pode ajudar naquele momento, mas a longo prazo pode ser muito pior do que a causa de sua dor. Amigo é feito pra falar a verdade, pra abraçar, pra consolar, pra estar disponível ainda que não saiba o que fazer. Amigo pode ser um ombro silencioso e só! Aliás, e só não, isso é muito!!! Obrigada, amigos por me deixarem ser esse ombro quando eu não sei o que fazer, e por contarem comigo acreditando que eu posso saber!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Melhores amigos

Andei pensando sobre o caráter volúvel das amizades. Eu mesma já tive novas amizades de infância, que duraram apenas um semestre na faculdade. Amigas para as quais eu jurava amor, mas nunca mais me dei ao trabalho de encontrar depois que acabei a escola.

Acho que o erro está em chamarmos os colegas de amigos. As mulheres então... são campeãs em chamar umas as outras de amigas. “Ai, amiga preciso te contar...” ou “Amiga, que saudade! Como foram as férias?”. Tá tudo errado!

Meus melhores amigos, aqueles com quem eu desabafava, que liam meu diário, que me conheciam melhor do que minha mãe, para quem eu contava coisas que nem o espelho sabia, esses que dormiam na minha casa nos finais de semana pra que pudéssemos ver filme e passar a madrugada toda conversando... Esses eu só vejo no Facebook hoje em dia. Um deles se mudou pro sul, e eu soube quando ele já estava triste por estar lá sozinho. E soube pelo Facebook, porque ele não se deu ao trabalho de me avisar que tava indo, muito menos de me ligar pra reclamar da distância ou da solidão. Pelo Facebook eu vejo e falo com amigas de Brasília, mas nunca encontro tempo para visitá-las pessoalmente. Fico na dúvida: a culpa é minha? A culpa é deles? A culpa é do Facebook?

Hoje uma colega da faculdade me disse sobre uma menina que até ontem era sua melhor amiga: “Ela ERA minha bestfriend. Agora não é mais!”. Me explica uma coisa, como alguém que você considera seu melhor amigo, que faz mil coisas junto com você, que você diz(obviamente pelo Facebook) que ama quase todos os dias, pode deixar de ser seu best? Melhores amigos brigam sim mas fazem as pazes, porque não conseguem se imaginar um sem o outro! Mas o que é que eu sei, afinal de contas?

Na adolescência é tudo muito mais fácil. A gente tem mais tempo pra esse tipo de coisa, pra cultivar as amizades. A gente sofre por amor na casa da amiga vendo um suspense bem sinistro na TV e comendo pipoca. De repente, quando percebemos, somos uns adultos sem tempo de sequer nos olharmos no espelho. Se antes dormíamos na casa da amiga todos os finais de semana, agora só o fazemos quando nossos namorados não podem estar com a gente. Tentamos fazê-lo num dia de semana. Também não conseguimos, porque alguém tem que acordar cedo pra trabalhar no outro dia. Tentamos loucamente manter os velhos e deliciosos hábitos, mas são outros tempos agora...

Eu tenho uma dupla de amigas que conheço há quase dez anos, e que sempre considerei minhas melhores amigas. Nós estudamos em colégios e faculdades diferentes, gostamos de coisas diferentes, seguimos carreiras completamente diferentes, mas sempre moramos no mesmo bairro. Também sempre nos ligamos, mandamos mensagem,e nos falamos pela internet, claro! Mas eu fico pensando, e pra dizer a verdade, eu tenho até medo de pensar... Será que se uma de nós fosse morar longe, essa amizade tão forte se manteria? Gosto de acreditar que sim e meu coração gela só de pensar que qualquer coisa algum dia possa acabar com isso que nós temos, porque vai ser um sinal de que não era de verdade. Tenho amigas na faculdade que me dói pensar que depois de formadas eu posso não ver mais...

Eu poderia citar uma pequena lista dos meus amigos que eu quero ter pra sempre na minha vida, e que eu morro de medo de perder para a falta de tempo, para o trabalho, para os namorados e namoradas, para os novos compromissos e essa vila louca e corrida que todos levamos. Então, aos meus amigos de verdade, e eles sabem quem são, eu só quero pedir uma coisa: me deixem ser sua amiga pra sempre? E sem aquela velha teoria de que “o pra sempre sempre acaba”, ou de que “pra sempre é tudo aquilo que agora se faz eterno”. Quero essas amizades até morrer! Porque melhores amigos deveriam ser pra sempre, apesar da distancia, apesar da idade, apesar do tempo. Melhores amigos não deveriam ter regras, não deveriam ter limites! Melhores amigos só precisam ser!

Sumaiá Castilho

domingo, 3 de julho de 2011

E havia nada

E de repente eu o vi... vi e não senti nada, absolutamente nada! Onde estão as borboletas no estomago? Onde está aquele frio na barriga? E o coração acelerado? Onde estava o sorriso que costumava brotar em meu rosto sem que eu percebesse? Nenhuma reação, apenas um “oi” muito formal, meio que cumprindo as exigências do cargo que me foi ofertado! Um segundo beijo sem paixão, um abraço que apenas fazia parte de um roteiro pré definido, não mais que uma convenção estabelecida para os relacionamentos. Ali estávamos nós. Eu o olhava e não me sentia incendiar de alegria... como um robô eu o beijava, puxava assunto, trocávamos amenidades, mas aquele casal já não existia, já não estava mais ali. Mas onde estaria então? Me fiz de feliz pelo acaso de nos encontrarmos, me fiz de feliz por vê-lo e poder estar com ele ainda que por poucos minutos,mas a quem eu estava enganando afinal? Não que estivesse triste, mas simplesmente não estava nada. Nem feliz nem triste, nem alegre nem irritada, nem gostei nem desgostei. Havia nada, nenhum sentimento naquele momento. Percebi que estava me violando, violando meus próprios códigos de dizer sempre a verdade acima de tudo e de todos, de cair fora quando não estivesse mais feliz! Mas no fim das contas, será que alguém consegue ser feliz todo tempo? Será que se pode desistir a cada momento de infelicidade? E qual é a hora de desistir? Como saber qual é a hora de se blindar novamente? A única coisa que sei é que eu preciso de muito. Preciso de faíscas, borboletas no estomago, mãos suando e coração palpitando. Mas ali havia simplesmente nada!

sábado, 25 de junho de 2011

Pássaro

Sarah passou mais de um ano tentando encontrar um pássaro lindo que viu certa vez. O tal passarinho voava ao redor de seu apartamento e pousava na janela emitindo um som que era para ela como o canto de uma sereia. Todos os dias, mais ou menos no mesmo horário, ele repetia esse ato. Até que um dia ela o acolheu. Passou a deixar comida e água na janela para que pudesse vir e voltar sempre que desejasse. Essa rotina se repetiu por alguns meses, até o dia em que ele foi embora e não voltou mais. Sarah tirou as vasilhas da janela acreditando que ele não apareceria, até que um dia ela ouviu seu canto, vindo de alguma árvore, mas não pôde vê-lo. Ele cantava pra ela quase todos os dias, mas não aparecia, não pousava mais em sua janela. Durante um ano,quando andava pela rua, ela o via em andorinhas, rolinhas, canários...

Outro dia ele pousou no parapeito bem a sua frente. Estava ferido, e Sarah tentou ajudá-lo a se curar, mas ele não deixava. Cada vez que ela se aproximava para tentar fazer um curativo ele bicava sua mão. Ela passou uma tarde inteira tentando convencê-lo a não sumir mais, mas ele é daqueles pássaros arredios, precisa ser livre, não consegue ficar muito tempo em um só lugar, precisa voar, conhecer o mundo, mas Sarah não tem asas... Então ele se foi novamente e ela já não o via mais , nem sequer ouvia seu canto, até que um dia, caminhando apressada pela rua, pensando em tantas outras coisas, ela se deparou com ele! Ao vê-lo, seu peito se encheu de alegria, mas quando se aproximou dele, percebeu que ele não apareceria mais em sua janela, nem cantaria mais para ela, e num misto de alegria e tristeza, dor e alívio,desejou que ele voasse o mais alto que pudesse alcançar, que conhecesse quantos lugares suas asas permitissem, e que fosse feliz, para que ela, mesmo distante, pudesse ser feliz também sabendo que ele estava com suas companhias preferidas: a liberdade e a solidão. Sarah sempre acreditou naquela música que diz que “é impossível ser feliz sozinho”, mas ela começa a se questionar se de repente ele de fato consegue alcançar a felicidade sobre o mar, plainando por aí, apenas ele e suas asas, asas que ela não tem.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A ponte

Caminhando por essa estrada já consigo ver o início da ponte, e como a vista dela é linda... Ao ver aquele pedaço tão pequeno, sentimos uma vontade imensa de correr para alcançarmos mais rapidamente aquela que é a nossa meta desde o início. Dizem que é lindo sentar na mureta com os pés balançando pro lado de dentro e olhar ao longe. O horizonte fica muito mais iluminado, muito mais bonito quando visto daquela ponte. Dizem ainda que, chegando lá, é incrível a vontade de pular e mergulhar naquelas águas tranqüilas que passam ali por baixo. Essas águas nem sempre são calmas. Por vezes há uma ou outra turbulência, mas ela não perde sua essência. Não deixa de ser um lugar onde não há espaço para sentimentos ruins, para energias negativas.

Aos poucos nos aproximamos mais e mais, e o cheiro que ela exala é inebriante. Deve haver jasmins nos arredores da ponte. Aquele aroma vai nos sugando, e sentimos cada vez mais vontade de correr até ela, mas sabemos eu é preciso caminhar com cuidado, pois não conhecemos bem o caminho. Podem haver pedras, podem haver desvios, por isso precisamos estar sempre atentos, observando a estrada, mantendo a velocidade.

Nós caminhamos de mãos dadas, conversando, um querendo saber mais sobre o outro, querendo aproveitar ao máximo mais um daqueles momentos inesquecíveis. E quando chegarmos lá se resolvermos pular, vai ser assim: de mãos dadas para sentirmos juntos essa sensação que todos dizem ser indescritível! Nós estamos muito ansiosos para chegar até a ponte, mas vamos nos aproximando com calma, sem perder o ritmo ou o prazer de desfrutar o caminho.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Romance

Não sei quanto aos outros, mas não há momento em que eu sinta uma felicidade tão completa quanto quando estou em um romance. E se engana quem acha que para ser romance tem que estar namorando, noivo ou casado. Para mim o romance começa no primeiro dia , quando você vê aquela pessoa, pessoalmente ou não e você começa a planejar mil coisas que vocês poderiam fazer juntos. E você mesmo se sente uns tolos por estar pensando nisso afinal vocês mal se conhecem. Para mim, o romance começa naquela fase em que um não sabe absolutamente nada sobre o outro, e sente uma vontade incrível de descobrir tudo num único dia. Começa quando você acaba de conhecer, e pode passar horas ao telefone ou na internet conversando com ela. Quando ela liga, manda mensagem, ou nos tempos atuais, fica on line, e sua boca sorri involuntariamente. É nesse ponto em que o romance começa! Ninguém sabe se vai dar certo, nunca houve sequer um beijo. Pode ser que no fim as pessoas se separem e nunca mais sintam vontade de se ver, mas nada disso importa, porque naquele momento, uma historia deliciosa está se iniciando, e o quanto ela vai durar não faz a menor diferença, se comparado à quantidade de alegria que ela trouxe. Adoro romances, e adoro principalmente o inicio deles, quando cada toque é novo, cada beijo é mágico, cada sorriso tem uma mensagem a ser decifrada, cada ligação faz o coração pular, e cada encontro causa um delicioso frio na barriga! Feliz é aquele que sabe apreciar, degustar intensamente o início de cada novo romance!

sábado, 7 de maio de 2011

Um país de todos

Independente de crença, prática religiosa, ou opção sexual, é preciso concordarmos que o reconhecimento da união estável para casais gays, concedido ontem pelo Superior Tribunal Federal, é um grande avanço para o Brasil, país que tanto se orgulha por viver uma democracia.

A decisão não traz nada de extraordinário, apenas dá o direito a quem o tem. Se uma vida foi construída baseada na união de duas pessoas, não importa se são dois homens, duas mulheres, ou um casal formado por homem e mulher. Num país de pessoas livres, é inaceitável que o cidadão seja punido pelas escolhas que faz para sua vida.

Hoje, 16 países, entre eles África do Sul, Alemanha, Suíça e mais recentemente a Argentina, já permitem esse tipo de união. Mas por que demoramos tanto para seguir esse exemplo? Será que no fundo os brasileiros ainda tem preconceitos tão fortes ao ponto de achar que por ter feito uma opção sexual diferente da maioria, as pessoas devem perder parte de seus direitos de cidadãos?

A partir de agora, uma mulher pode receber pensão por morte ao ficar viúva, pode ser colocada como dependente nos planos de saúde, e fazer declaração conjunta no Imposto de Renda, independente do fato de ser casada com um homem ou com uma outra mulher, e quem somos nós para julgá-las como certas ou erradas?

Ainda podemos ter nossas opiniões contrárias ou a favor do assunto, podemos sonhar com um casamento tradicional, com noivo no altar esperandos para julgos n mulherde ser casada com um s de saude,mem e mulheral, a noiva em seu vestido branco porque, afinal de contas, este é um país livre. Só não podemos defender a ideia de que uns tenham mais direito que outros, porque como dizia o ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, esse é o Brasil, um país de todos.

Sumaiá Castilho

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Permita-se ser feliz!

Um amigo sempre me disse que eu deveria fazer o que sentisse vontade, que era preciso me jogar na vida, viver sem medo, arriscar, porque tudo aqui é efêmero, tudo nessa vida é passageiro...

E eu, tão medrosa, me sentia covarde diante de tamanha vontade de viver, de conhecer o mundo, aproveitar a vida, a natureza... que bobagem achar que meu medo era sinônimo de covardia... Hoje eu vejo suas contradições... Aquela pessoa me fez acreditar que tudo vale a pena, que qualquer coisa que aconteça, seja ela boa ou ruim, é um aprendizado, uma lição para a vida. Me ensinou que é errando que se aprende, e não importa o tamanho do erro, se ele te fizer aprender alguma coisa, porque a vida é uma aprendizagem constante, e você não pode escapar dela.

Eu achava que eu era medrosa, e que meu amigo era corajoso, muito mais do que eu jamais seria, mas percebi que não. Eu sou a corajosa. Eu sou aquela que arrisca, que entrega o coração, independente de quantos tombos ele já levou, quantas quedas ele já sofreu, e quantos arranhões já recebeu. Eu sou a corajosa, porque eu não tenho medo de me apaixonar e me magoar, porque “ninguém se agüenta nessa vida sem paixão”, e o que pode haver de melhor na vida do que estar apaixonado? O que pode ser melhor do que viver bons momentos, conhecer novas culturas, viver novas experiências, o que pode ser melhor do que fazer isso ao lado de alguém especial?

Não importa que um goste do dia e o outro da noite, não importa se um gosta de reggae e o outro de samba, não importa se um gosta de chá e o outro de caipirinha! Não importa simplesmente porque qualquer coisa é pequena demais quando está ao lado de quem se gosta.

Amigo, um dia eu vou te encontrar e te mostrar que a corajosa entre nós sou eu, e você vai perceber quantas oportunidades você perdeu pelo medo de ser feliz... E quando você perceber, eu vou estar aqui para te ouvir. E eu espero que isso aconteça logo, porque de dentro da sua casca, de dentro do seu mundo, você não vive o mundo aqui fora, e ele é tão bonito e tão divertido... um dia você vai aprender que “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”... Vou torcer pra que isso aconteça logo, porque eu quero muito que você se permita ser feliz.

Permita-se...

domingo, 9 de janeiro de 2011

A beautiful mess

A Beautiful Mess Jason Mraz
You've got the best of both worlds
You're the kind of girl who can take down a man then lift him back up again
You are strong but you're needy, humble but you're greedy
And based on your body language and shorty cursive I've been reading
You're style is quite selective but your mind is rather reckless
Well I guess it just suggests that this is just what happiness is

Hey, what a beautiful mess this is
It's like picking up trash in dresses

Well it kind of hurts when the kind of words you write
Kind of turn themselves into knives
And don't mind my nerve you can call it fiction
Cause I like being submerged in your contradictions dear
Cause here we are, here we are

Although you were biased I love your advice
Your comebacks they're quick and probably have to do with your insecurities
There's no shame in being crazy, depending on how you take these words
That paraphrase in this relationship we're staging

And it's a beautiful mess, yes it is
It's like we're picking up trash in dresses

Well it kind of hurts when the kind of words you say
Kind of turn themselves into blades
And the kind and courteous is a life I've heard
But it's nice to say that we played in the dirt, oh dear
Cause here, here we are, here we are
Here we are

We're still here

And what a beautiful mess, this is
It's like taking a guess when the only answer is yes

And through timeless words and priceless pictures
We'll fly like birds not of this earth
And tides they turn and hearts disfigure
But that's no concern when we're wounded together
And we tore our dresses and stained our shirts
But its nice today, oh the wait was so worth it


Sabe aquelas canções que parece que a pessoa tava pensando em vc quando compos?essa eh uma delas....ADORO!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Minha Viola

Com um ano de idade eu já andava. Com um ano e meio comecei a falar, aos seis aprendi a andar de bicicleta e aos 14 eu precisava resolver equações esquisitas... Hoje aos 22, tento decifrar acordes, notas, tento tirar do meu violão (carinhosamente apelidado de Viola), algum som agradável aos ouvidos. Minha mãe cantarolava uma música quando eu era mais nova que dizia: "eu e minha viola levando alegria pra todo lugar...sou o grilo feliz e levo alegria pra todo lugar..." daí vem o nome Viola. Quero um dia ser como esse grilo, que com sua viola leva alegria por todos os lugares onde passa.
Me lembro que para pedalar na minha primeira bicicleta já sem rodinhas foi preciso muita coragem, mas foi rápido. No fim da tarde eu já andava sozinha. Não sem medo, mas sem precisar de alguém que me segurasse. Já o violão parece testar minha determinação a todo momento. É preciso aprender a mover as duas mãos ao mesmo tempo, em movimentos completamente distintos, é dolorido para as pontas dos dedos,é dolorido para o punho e é também dolorido para a coluna, todos aprendendo novos comandos junto comigo.
Sinto que meu corpo não acompanha meu raciocínio. Quanto mais eu quero que ele reaja, quanto mais quero ouvir um retorno,mais eu percebo que tudo o que sei fazer é barulho. Sem arte, sem poesia. Apenas barulho!
Mas aí eu penso o que teria acontecido se ao encontrar dificuldades, eu tivesse desistido de aprender todas essas coisas... Tocar violão é um sonho, e sonhos nasceram para serem realizados! Vai chegar o dia em que mais do que tocar, eu vou ser capaz de compor no meu violão, e nesse dia vou me lembrar com carinho daquele Natal de 2010 quando ganhei minha Viola, e de todos os dias do meu difícil aprendizado, e vou chegar a seguinte conclusão: valeu a pena! Faria tudo de novo quantas vezes fossem necessárias, porque a beleza da vida está além do que podemos ver ou ouvir. A beleza da vida está no que podemos sentir, e se algum dia a minha música fizer alguém se sentir tão bem quanto eu me sinto na presença dela, então valeu a pena!
Sumaiá Castilho